Continua a luta em defesa da Lagoa dos Salgados!

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A Plataforma dos Amigos da Lagoa dos Salgados, constituida por diversas associações de defesa do ambiente, tem-se batido pela preservação daquela área, travando atualmente uma luta, no sentido de impedir a execução de mais um atentado gravíssimo, que afetará irremediávelmente equilibrio sustentável daquela zona, se avançar a construção do planeado mega projeto turístico, que se pretende instalar ali.

Nesse sentido e no âmbito da inúmeras ações que tem sido realizadas, a Plataforma dos Amigos da Lagoa dos Salgados, entregou na passada sexta feira, ao presidente da CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, um parecer sobre um pretenso estudo de impacto ambiental, que já está viciado à partida e que na opinião da plataforma, apenas serve para mascarar, aquele que já é considerado, um mega-atentado ambiental.

A Lagoa dos Salgados, local onde se pretende edificar o projeto turístico em causa, é uma área importantíssima para as aves, reconhecida pela BirdLife Internacional, devido às populações de aves aquáticas que alberga e que se vêem agora ameaçadas, pelo Grupo Galilei, que pretende construir ali, três hotéis, 2 aldeamentos, zonas comerciais e um campo de golfe, num total de mais de 4000 camas, com o “sim senhor” da Câmara Municipal de Silves.

Localizada entre as ribeiras de Espiche e de Alcantarilha, a chamada zona da Praia Grande (Silves), a lagoa dos Salgados reúne um conjunto excecional de valores naturais, com particular destaque para a avifauna aquática, pela presença de algumas das mais importantes zonas húmidas do Algarve (Sapal de Pêra e Lagoa dos Salgados).

Por esta razão, nos últimos anos, a Lagoa dos Salgados em particular, tem-se transformado num dos locais de observação de aves mais visitados do país, assumindo hoje um papel estratégico do ponto de vista paisagístico, turístico e ecológico da região, sendo possível observarali,  mais de 150 espécies, muitas delas com elevado estatuto de conservação e proteção.

Não obstante o seu valor ser amplamente reconhecido, mesmo a nível internacional, a área da Praia Grande permanece sem qualquer estatuto legal de proteção. O seu futuro encontra-se atualmente ameaçado pela perspectiva do desenvolvimento desse mega-projeto imobiliário-turístico, com mais de 4 000 camas numa envolvente predominantemente rural, na qual a Lagoa se insere, com o apoio de algumas entidades, apesar de ali mesmo lado, já coexistirem inúmeros exemplos que ilustram bem, a falência do modelo.




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