Portimão comemora o 40º aniversário do 25 de Abril

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Portimão comemora o 40º aniversário do 25 de Abril, com um programa de ações e eventos que decorrerão até ao final do mês, onde a música e a arte desempenham um papel de relevo na evocação dos ideais de liberdade e democracia.

As comemorações tiveram início com a inauguração do Monumento aos Combatentes do Ultramar na rotunda do Sapal, a Casa Manuel Teixeira Gomes recebe até 30 de Abril, a exposição “Abrir abril – o chegar da liberdade”, composta por um conjunto de painéis com fotos e documentos do 25 de Abril de 1974, e a projeção de slides “Os muros também falam”, com diversas pinturas em murais evocativas dos ideais de liberdade

As “Histórias de Abril para Crianças e Jovens” vão percorrer as escolas do 1º e 2º Ciclo do município, o conto de Álvaro Cunhal “Os barrigas e os magriços” vai ser lido às crianças, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes no dia  23 de abril, com  a teatralização infantil da mesma obra a ser representada no Pequeno Auditório do TEMPO, para o público escolar no dia 24 de abril, das 10h00 às 14h00 e no dia 25 às 16:00, numa sessão dirigida às famílias.

A música e as palavras que uniram vontades merecem também destaque nestas comemorações, através do espetáculo “Cantos de Abril: 40 anos, 40 cantigas”, que na noite de 24 de abril, às 21h30, reunirá no Grande Auditório do TEMPO a Sopa dos Pobres, com Afonso Dias, Sónia Flores e Luís Lourenço, interpretando as canções da resistência à liberdade, de Zeca a Adriano, passando por Ary, Sophia, Manuel Alegre, Ruy Mingas, Manuel Freire e muitos outros, num espetáculo de entrada livre e para o qual os bilhetes deverão ser levantados no local a partir do dia 20.

Como já é tradicional, o movimento associativo preparou uma série de festividades, que passam por diversas manifestações desportivas e culturais e um espaço de tertúlia “A Arte da Revolução”, promovida pela associação Teia d’ Impulsos e marcada para as 21h30 de 23 de abril na Casa Manuel Teixeira Gomes, local onde, entre 23 e 27 de abril, estará patente a “Mostra Filatélica sobre o 40.º Aniversário do 25 de Abril”, organizada pela Associação Filatélica Alentejo – Algarve.

40 anos depois do Dia da Revolução – 25 de Abril

As cerimónias oficiais do dia 25 de Abril têm início às 10h30 na Praça 1º de Maio, fazendo parte do programa o hastear das bandeiras e a interpretação do hino nacional, com a Banda Filarmónica da Sociedade Filarmónica Portimonense e a Fanfarra dos Bombeiros Municipais de Portimão, seguindo-se a inauguração da escultura alusiva aos 40 anos da efeméride, da autoria de Paula Hespanha e Manuel Pedro Ferreira Chaves, que representa o cravo, principal símbolo da Revolução de 1974.

Após a inauguração do monumento, será a vez de alunos do 4º ano de cada agrupamento de escolas do município procederem à leitura de textos alusivos ao 25 de Abril, a que se segue as intervenções a cargo dos representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal de Portimão, do respetivo presidente e da presidente da Câmara Municipal de Portimão, durante a cerimónia serão interpretados Sons de Abril interpretados pelo Grupo Coral Adágio e Conservatório de Música de Portimão, terminando com a largada de pombos.

Na sua décima edição, a Corrida da Liberdade vai juntar na Zona Ribeirinha de Portimão, a partir das 10h00, algumas centenas de atletas de todas as idades, podendo as inscrições ser feitas até 23 de abril na Associação de Atletismo do Algarve ( aaalgarve@mail.telepac.pt – juí zes.aaalgarve@mail.telepac.pt).

A partir das 15h00, a Alameda da República será palco da tradicional festa popular- Viver Abril, com música, dança e muita animação para todos os gostos e idades, com a participação de associações e artistas locais.

Como já vem sendo habitual, e graças a uma parceria entre o Município de Portimão e o ISMAT – Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, a imagem alusiva ao 25 de abril de 2014 resultou do envolvimento dos alunos do curso de Design, tendo sido selecionada a proposta de André Antunes, que se baseou no Portugal rígido de 1974 e na rutura que se deu devido à revolução, a qual criou um pais de liberdade, individualidade e harmonia.




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