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Mercado de Escravos em Lagos é Monumento classificado

O Mercado de Escravos situado na Praça Infante D. Henrique em Lagos, datado de 1691, foi classificado por despacho do Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, como Monumento de Interesse Público, cuja portaria (177/2014) foi publicada no Diário da República de 04 de março, informa o Municipio em comunicado.

De acordo com a publicação do Diário da República, o Mercado de Escravos foi o último dos edifícios de apoio à praça-forte de Lagos a ser construído, integrando-se no contexto de racionalização dos recursos e de especialização dos espaços que deu origem à Oficina do Espingardeiro (ex-Quartel da Coroa, imóvel classificado como de interesse municipal) e ao vizinho Armazém Regimental.

A sua designação resulta do aproveitamento de um edifício quatrocentista que servira para a venda de escravos, sobre o qual foram erguidas as acomodações seiscentistas do Corpo da Guarda.

Trata-se de um monumento de grande impacto urbanístico e um dos mais emblemáticos da cidade de Lagos, constituindo-se em vértice da principal praça da cidade, onde testemunha a umbilical ligação desta à empresa dos Descobrimentos e cristaliza, até à atualidade, a memória do local onde se instalou o provável primeiro mercado de escravos da Europa quatrocentista.

Para além do inegável valor histórico, o edifício do Mercado de Escravos detém elevada qualidade arquitetónica, concretizada no traçado racional, erudito e simétrico, e na harmoniosa composição de volumes da sua estrutura maneirista.

A classificação do Mercado de Escravos reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva.




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