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Mercado de Escravos em Lagos alvo de obras de reabilitação!

O “Mercado de Escravos” situado na na Praça do Infante em Lagos, edifício centenário que está intimamente ligado à história da cidade,  já estava sinalizado para obras de recuperação, vai ser alvo da anunciada intervenção, a partir da segunda semana de março, prevendo-se a sua conclusão para o final do mês de junho.

Posteriormente serão renovados todos os conteúdos expositivos, para a futura instalação do espaço museológico “Núcleo do Mercado de Escravos”.

O Mercado de Escravos,  que é um dos equipamentos culturais mais importantes do concelho, tem estado de portas encerradas ao público desde o final do ano passado, para preparação e consequente realização de obras de requalificação e reabilitação.

A intervenção no edifício, para posterior integração do  programa de museologia extensivo aos dois pisos, tem um prazo contratual para o termino das obras, de 120 dias e um valor de adjudicação de 143.760,96 € + IVA.

Recorde-se que o Núcleo da Escravatura do Museu de Lagos é um dos projetos estruturantes do Município na vertente histórica, cultural e patrimonial, e tem enquadramento no projeto da UNESCO “Rota do Escravo”.

Neste edifício histórico será exposto um importante achado arqueológico ocorrido na cidade há alguns anos, que veio demonstrar com testemunhos materiais, o papel de Lagos como um dos primeiros e principais locais de desembarque e comércio de escravos, vindos da costa ocidental de áfrica, já referido na Crónica da Guiné, de Zurara.

A intervenção neste imóvel decorre do compromisso assumido no Protocolo de Colaboração assinado pela autarquia com o Exército Português, que previa a cedência recíproca de imóveis situados no centro histórico da cidade, o que permitiu ao município passar a utilizar a totalidade do edifício, rés do chão e primeiro andar.

Nesta perspetiva e no âmbito da parceria estabelecida com o Comité Português do projeto “Rota do Escravo” da UNESCO, estão já a ser desenvolvidas as ações de museologia e museografia necessárias, que contam igualmente com o apoio técnico da Direcção Regional de Cultura do Algarve.




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