Bebidas açucaradas e o excesso de peso em crianças!

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Investigadores Portugueses e do Reino Unido concluem que não há dados que permitam relacionar o consumo de bebidas açucaradas com excesso de peso em crianças em Portugal

Um estudo transversal, realizado por investigadores de Portugal e do Reino Unido, demonstrou que não existem evidências entre a ingestão de bebidas açucaradas e o excesso de peso de
crianças da área mediterrânea. Esta foi a principal conclusão da investigação “Sugar-sweetened beverage intake and overweight in children from a mediterranean country”, publicada na revista
‘Public Health Nutrition’. Segundo os autores, os resultados “sugerem que reduzir ou eliminar o consumo de bebidas açucaradas não teria um grande efeito sobre a distribuição de IMC das
crianças.

Outro estudo que analisou a evidência científica sobre a associação entre o consumo de bebidas açucaradas e o risco de obesidade, tendo em conta pela primeira vez o balanço energético, cujas conclusões, publicadas na prestigiada publicação Nutrition Reviews, demonstraram que a evidência de uma associação entre o consumo de bebidas açucaradas e o risco de obesidade é
inconsistente quando se realiza o ajuste correspondente ao balanço energético entre as calorias ingeridas e as gastas pelo organismo.

Não é possível retirar conclusões científicas dos estudos de intervenção que anteriormente tinham avaliado a relação entre o consumo de bebidas açucaradas e obesidade ao ajustar o
consumo de energia e a atividade física realizada, por ser inconsistente em cada um dos três grupos de idade avaliados (crianças, adolescentes e adultos). Esta é a principal conclusão do
estudo “Systematic review of the evidence for an association between sugar-sweetened beverage consumption and risk of obesity”, que acaba de publicar a revista científica Nutrition Reviews.

Segundo o Professor Lluìs Serra-Majem, Professor de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, Presidente da Fundação para a Investigação
Nutricional e Presidente da Academia Espanhola de Nutrição, “a obesidade tem uma particularidade complexa e multifatorial, pelo que reduzir o consumo de açúcares por si só não vai reduzir a incidência de obesidade, se esta não for acompanhada por programas apropriados para ajustar o consumo e, particularmente, o gasto de energia. A obesidade é assim o resultado de um contínuo balanço energético positivo, em que o consumo total de energia excede o gasto energético total.”




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