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As portagens na A22 matam a economia regional!

As portagens na A22 continuam a ser um bloqueio para a economia do Algarve e até do País, a começar pela quebra e receitas e a continuar nos estrangulamentos a que as atividades económicas da região estão sujeitas, com prejuízos que já são quantificaveis, mas que o governo se recusa a divulgar,para não levar com mais um banho de protestos e adjetivos, no adorno deste rotundo fracasso.

Não se percebe, como é que do terreiro do Paço a S. Bento, não haja uma única inteligência, capaz de caír na real e perceber que é urgente, alterar o atual estado de degradação económica a que o Algarve está votado, com a imposição de portagens na A22.

No outro dia, dizia-nos um amigo que o problema está no fato dos senhores ministros, nem sequer darem pela coisa, porque quando vem cá abaixo, apenas transitam na via do Infante, a velocidades proibitivas, muitas vezes sem outro tráfego que lhes atrapalhe a viagem.

Bem vistas as coisas, o nosso amigo tem toda a razão, o assunto só será resolvido, quando houver um bloqueio, que obrigue todos os ministros, secretários de estado e outros pintados, a saírem diretamente da auto estrada para a 125, a ver se percebem o que é e quanto custa, ir de Portimão a Vila Real, em dias e horas de trabalho.

Enquanto isso não acontecer, a quebra de trafego na A22, agrava-se, a quebra de visitantes espanhóis no Algarve, agrava-se, o custo de operação das empresas residentes, agrava-se, o número de acidentes e de vidas afetadas diáriamente, agrava-se, as horas perdidas na 125 agravam-se e a economia regional definha, com os milhares turistas que adotaram o Algarve para residir, a deixarem a região, rumando a outras paragens, porque não estão para se sujeitar a mais esta imbecilidade, absolutamente incompreensível.

Como diz Desidério Silva o presidente do Turismo do Algarve,  as portagens estão a tornar-se num “factor psicológico” de desmotivação para a vinda de turistas espanhóis, um “travão” que tem afastado sobretudo os turistas que residem na Andaluzia e essa é só uma parte da questão, que não se resolve com substituição de placas a informar a existência dos pórticos, por placas de Boas Vindas.

Carlos Santomor
Editor




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