Aquilino Ribeiro é tema de tertúlia em Faro

Aquilino Ribeiro é tema de tertúlia em Faro

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Aquilino Ribeiro: Evolução do Homem Republicano, é o tema da Tertúlia moderada por Celina Moura Arroz, que terá lugar no próximo dia 11 de Novembro (18:00), na Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa

Nesta tertúlia vai estar em destaque a obra e a personalidade de Aquilino Ribeiro, uma figura de referência na vida literária portuguesa do século XX, infelizmente algo esquecido pelas novas gerações e pelos divulgadores e críticos literários.

Para além da sua incansável atividade literária, desde o romance, à literatura infantil e à tradução, Aquilino Ribeiro foi um ativista político, verdadeiro “homem de ação”, um tipo social que o princípio do século XX muito exaltou, um republicano assumido no combate à monarquia e posteriormente na luta contra a ditadura, combate esse que o levou à prisão e ao exílio.

Celina Moura Arroz é autora do livro Aquilino Ribeiro: Evolução do Homem Republicano, que foi apoiado pela Comissão do Centenário da 1ª República, em 2011. É professora de História do ensino básico e secundário em Sines e tendo seguido o caminho da História mas sobretudo o das Ciências da Educação, obteve o mestrado e o doutoramento em Resolução de Conflitos e Autodisciplina na escola, sendo Formadora de professores nestas áreas.

Paralelamente a esta tertúlia, o Serviço de Extensão Cultural organizará a Mostra Bibliográfica – Aquilino – um obreiro das letras – que estará patente do átrio da biblioteca durante todo o mês de Novembro.

Aquilino Gomes Ribeiro nasceu no Carregal, freguesia do concelho de Sernancelhe, em 13 de Setembro de 1885 e faleceu em Lisboa a 27 de maio de 1963.

“Foi considerado uma dos escritores mais profícuos do século XX. Publica o seu primeiro trabalho em 1907, “A Filha do Jardineiro”, o último livro que publica em vida foi “O Livro da Marianinha” (1962) dedicado à neta recém nascida.

Foi um dos fundadores e presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores, perseguido pelo regime, exilou-se em Paris e na Galiza, foi apoiante da candidatura de Humberto Delgado, proposto para o Prémio Nobel da Literatura, na hora da morte, a Censura que amordaçava a comunicação social de então, proibia a publicação de notícias sobre as homenagens que lhe estavam a ser prestadas, por todo o país.




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