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AIHSA contraria argumentação da AHETA sobre eleições na ATA

A AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve esclarece em comunicado/resposta à AHETA – Associação de Hoteleiros e Empreendimentos Turísticos do Algarve, desmentindo a argumentação utilizada por esta, relativamente ao processo de eleição dos órgãos sociais da Associação de Turismo do Algarve, que publicamos na íntegra.

(…) No âmbito do comunicado emitido pela AHETA – Associação de Hoteleiros e Empreendimentos Turísticos do Algarve, a AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve responde também em comunicado todo o processo que envolveu a eleição dos órgãos sociais da Associação de Turismo do Algarve que o Publituris transcreve aqui na íntegra.

“No âmbito do processo eleitoral para os órgãos sociais da ATA – Associação de Turismo do Algarve e na sequência de algumas reuniões entre várias associações e entidades do sector turístico algarvio, a AHETA emitiu uma fantasiosa circular aos seus associados, profusamente divulgado na comunicação social, cujo conteúdo suscita necessariamente um esclarecimento por parte da AIHSA.

Sendo certo que as recentes alterações estatutárias da ATA visaram introduzir uma maior operacionalidade e equilíbrio na composição da Direcção da ATA, tal propósito não resultou de qualquer “pressão” feita em “exclusivo” pela AHETA, como se insinua na circular, mas sim pelo entendimento unânime das associações empresariais fundadoras da ATA e do próprio presidente da RTA.

Importa, assim, clarificar que as alterações estatutárias foram feitas em sintonia e em comunhão de esforços entre os dirigentes da RTA e da ATA , tendo em vista reforçar os mecanismos de colaboração institucional entre as duas entidades. Aliás, verdadeiramente “anacrónico” é o facto de a AHETA sempre ter integrado a Direcção da ATA com um terço dos seus membros, e nunca ter esboçado o mínimo alerta ou protesto contra o que vem afirmar no seu comunicado -o facto de a titularidade da presidência recair na mesma pessoa ter “causado prejuízos graves à imagem e economia do turismo da região, para além de ter dificultado o relacionamento com outras organizações e promotores turísticos nacionais e internacionais”

Imperioso se torna também esclarecer todos os contornos do processo negocial entre a AIHSA e a AHETA. Contrariamente ao proposto pela AHETA, em dois momentos negociais determinantes, a AIHSA sempre rejeitou que as duas associações partilhassem entre si o “monopólio” da indigitação dos membros que deveriam integrar a Direcção da ATA. Pelo contrário, defendeu e propôs por escrito à AHETA que as seis vice-presidências eleitas deveriam reflectir e assegurar a representação de outros sectores de actividade na área do turismo. A esta linha de pensamento contrapôs a AHETA, na última reunião entre as duas associações – “somos a maior associação do Algarve, queremos a presidência e a maioria! Se não concordarem com isto, está terminada a reunião!” E assim foi encerrado um processo negocial numa reunião que durou 5 minutos. Contrariamente ao que é reiteradamente insinuado pela AHETA, a indigitação de um membro da Direcção da AIHSA para ser cooptado para a comissão executiva da RTA não resultou de uma partilha de poder entre as duas associações, mas sim de uma decisão partilhada pelas associações que integram a assembleia geral da RTA, na qual a AHETA participo e votou favoravelmente. Tal decisão não pressupôs expressa ou implicitamente que a presidência e a maioria da Direcção da ATA fosse o quinhão da AHETA numa partilha que só existiu no pensamento do Presidente da AHETA.

Contrariamente ao que é afirmado no comunicado, a promoção turística não é nem nunca foi o calcanhar de Aquiles do turismo regional. A contratualização da promoção turística entre o Turismo de Portugal e a ATA, atribuiu à região a possibilidade de gerir a partir do Algarve e com decisores nele sedeados a promoção da região. O Algarve obteve ganhos consideráveis com o modelo instituído. O verdadeiro calcanhar de Aquiles prende-se com a anunciada intenção de retomar um modelo centralizado, cujo centro de decisão será deslocado do Algarve para Lisboa. Finalmente, a AIHSA denuncia a hipocrisia da posição da AHETA ao afirmar que “a promoção turística do Algarve não pode continuar a resumir-se à participação em feiras e comunicados sobre o sucesso das viagens e das entrevistas dos dirigentes da ATA”. A Direcção da ATA integra desde a sua fundação, pelo menos, três dirigentes da AHETA.

Quem avalia o trabalho desenvolvido ao longo de todos estes anos pelos seus dirigentes da forma como o fez, pouco ou nada terá a fazer na direcção daquela instituição. Não obstante a narrativa dramática que impregna o comunicado da AHETA, o processo eleitoral decorreu com toda a normalidade e uma elevada participação dos associados da ATA, tendo sido eleitos os seguintes associados: Presidente da Assembleia Geral – ACRAL – Associação de Comércio e Serviços da região do Algarve (Victor Guerreiro); Presidente do Conselho Fiscal – Algarvelux (Castro Marim Golfe); Direcção – Topcar – Agencia de Viagens e Turismo, Lda (Carlos Luís) e integrando um largo espectro do sector turístico do Algarve, nomeadamente o sector hoteleiro Grampiam, SA – Hotel Quinta do Lago (Daniel do Adro), o sector dos transportes aéreos – Ana – Aeroportos, SA (António Correia Mendes), o sector dos operadores turísticos APAVT- Associação Portuguesa de Agentes de Viagens e Turismo (Duarte Correia), da animação turística – Mundo Aquático, SA – Zoomarine (Élio Vicente) e o sector do golfe – Benamor- Actividades Turísticas, SA (João Paulo Sousa).

A AIHSA congratula-se com a eleição dos novos órgão sociais da ATA, em quem deposita toda a confiança para desenvolver um trabalho que corresponda às expectativas do sector turístico algarvio: eficácia na promoção turística e manutenção do actual quadro de contratualização com o turismo de Portugal para o próximo triénio 2015/2017.” (…)




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