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ACRAL reforça posição contra o projeto IKEA Loulé!

A ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, tem estado a reorçar junto das autoridades nacionais, a contestação ao avanço do projecto de instalação dos centros comerciais IKEA em Loulé.

Em nota distribuida às redações, a ACRAL informa que em conjunto com a ANJE/Algarve, a CEAL, AHETA, AEQV e o NERA, enviou a todas as autoridades portuguesas, directa ou indirectamente intervenientes no processo de instalação do conjunto comercial IKEA no Algarve, um memorando alertando as mesmas para os riscos de avanço deste projecto nos moldes previstos.

A instalação em Loulé de um gigantesco conjunto comercial da marca IKEA que inclui dois centros comerciais, com um total de 220 lojas, duas megastores e uma loja IKEA, que desde o início tem estado a ser contestadas, originou inúmeras acções judiciais que se encontram pendentes nos tribunais, os quais segundo aquela associação empresarial, podem determinar a ilegalidade de actos praticados no sentido de permitir a instalação do mega projecto IKEA.

Segundo a nota da ACRAL, os atropelos das questões ambientais, económicas e sociais, resultantes da aprovação pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve da Declaração de Impacto Ambiental, não encerram o processo de instalação do mega projecto comercial IKEA em Loulé, que se mantém na agenda política e nos tribunais, como únicas formas de salvaguardar os interesses dos empresários e das populações algarvias, bem como, de proteger o tecido económico da região e o emprego.

As associações empresariais algarvias solicitaram entretanto ao Ministério Público junto do Tribunal Administrativo de Loulé, que desse impulso aos processos pendentes relativos a esta situação.

Para Victor Guerreiro, presidente da ACRAL, “a questão fulcral nesta matéria é a de proteger os interesses dos algarvios ao emprego e a uma economia local viável, valores que o IKEA tem repetidamente ignorado ao longo de todo o processo”.

“Uma empresa que se promove com base em valores ambientais e sociais sustentáveis não tem tido para com o Algarve e os algarvios um comportamento digno dos pergaminhos que apregoa”, refere o dirigente associativo que realça que “as associações empresariais do Algarve envolvidas neste processo não baixarão os braços até às últimas consequências”, acrescentado que “os algarvios podem sempre contar connosco e com a nossa intervenção na defesa contra situações que põem em risco o equilíbrio da região”.

O presidente da ACRAL refere que “não se opõe ao investimento na região no sector do comércio seja qual for a sua origem, o que está em causa é a desproporção do projecto IKEA face à realidade económica e social da região e à oferta comercial de grandes superfícies comerciais já instalada”.

O líder da associação empresarial sublinha que “em matéria ambiental a QUERCUS e a ACRAL manifestaram fortes reservas quanto aos impactes do projecto em sede de discussão do Estudo de Impacte Ambiental, nomeadamente sobre o impacto nos aquíferos afectados pela zona de implantação do IKEA”.

Victor Guerreiro conclui dizendo que “ninguém nos demoverá de lutarmos pelo bem do Algarve e dos algarvios e pelo apuramento integral de responsabilidades nesta matéria sejam judiciais, sejam políticas”.




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