Turismo Rural esteve em debate no encontro de Querença!

O Encontro de Turismo Rural que teve lugar na passada quinta feira na Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença, reuniu empresários, gestores, organizações e entidades relacionadas com o turismo, um encontro que se pautou pelo reconhecimento da complementaridade da oferta, face a outros segmentos.

Reconhecendo uma forte dependência do mercado nacional, Cândido Mendes o Presidente da Federação Portuguesa de Turismo Rural, apontou a criação da submarca “Portugal Rural”, que permita potenciar as diferentes experiências que este segmento pode proporcionar ao turista, referindo o património cultural e monumental, a gastronomia e a enologia e, no caso do Algarve, o clima ameno, o birdwatching, o surf, os percursos pedestres ou de Btt.

Para aquele responsável associativo, a Organização Mundial de Turismo prevê um crescimento de 6% ao ano para o turismo rural, mas essa é uma oportunidade que exige respostas eficazes por parte do setor, há que “trabalhar os territórios”, os produtos turísticos associados ao setor tem de saír do papel, “têm de funcionar na prática”.

Desidério Silva o presidente do Turismo do Algarve defendeu uma estratégia de complementaridade que a região permite. “Pode-se ir à praia de manhã, almoçar no barrocal e passear na serra durante a tarde”, exemplificou, adiantando que é necessário interligar as iniciativas públicas e privadas do Turismo de Natureza.

Na altura foi ainda apresentada a marca “Puro Algarve”, criada num projeto liderado pela Vicentina e que inclui as agências de desenvolvimento local Inloco e Terras do Guadiana, criado para desenvolver uma estratégia de organização e promoção do turismo rural, de natureza e ecoturismo para o Algarve que será apresentado oficialmente a 02 de junho, na Fortaleza de Sagres.
Turismo Rural pode crescer 6% ao ano.

Elidérico Viegas, que preside à Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) apontou para uma “dificuldade comum” entre o Turismo Rural e outros segmentos do setor: a comercialização e a promoção. “Os portais de informação sobre o país e a região deveriam associar uma ferramenta online que permitisse proporcionar o negócio”, defendeu o dirigente associativa colocando de novo na agenda a criação de uma central de vendas.

Contribuiram ainda para o debate com as suas intervenções nesta iniciativa, Vítor Neto, presidente do NERA- Associação Empresarial da Região do Algarve, Steven Piedade o Presidente da delegação da ANJE Algarve e António Ferreira, administrador da Pedralva (Turismo de Aldeia) no Parque Natural da Costa Vicentina, para quem “O Algarve é uma marca fortíssima e muito atrativa”, mas apontando a burocracia, “que por vezes, não é fácil de ultrapassar”.

Na sessão de encerramento, David Santos o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR), lembrou que “há fundos comunitários para lá dos programas operacionais a que o setor se pode candidatar”. considerando no entanto, ser essencial “o reforço do associativismo, criando massa crítica, importante para o setor do Turismo Rural”.

O Encontro Regional no Algarve inseria-se na preparação do I Congresso Nacional de Turismo Rural, que se vai realizar em Oleiros, a 20 e 21 de Junho.




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