O Algarve continua a ser a principal região de turismo

O Algarve continua a ser a principal região de turismo

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O Algarve registou de Janeiro a Outubro de 2016, um aumento no número de dormidas, na ordem dos 8,6%, continuando a consolidar o estatuto de principal região turística do País.

O Reino Unido, a França e a Alemanha, foram os três mercados que mais se destacaram no fluxo de turistas para Portugal, mas na globalidade, a hotelaria nacional registou um aumento no número de estrangeiros, na ordem dos 10,8%, face ao mesmo período de 2015.

Nos primeiros dez meses do ano que findou, as dormidas atingiram um número superior a 48,1 milhões ficando apenas 1,5% abaixo do valor total de 2015, registando uma variação positiva de 9,1% quando comparado ao período homólogo do ano anterior. O número de hóspedes acumulado até outubro 2016 foi cerca de 16,9 milhões, exibindo um crescimento de 9,7% quando comparado com o período homólogo de 2015, cerca de mais 1.49 milhões de hóspedes aproximadamente. Este número fica apenas a 2,9% do total anual de hóspedes registado em 2015.

Na distribuição de fluxos turísticos, o mercado interno até outubro registou uma variação positiva de 5,2% face ao período homólogo de 2015.

No ranking de mercados estrangeiros em termos absolutos de dormidas, até outubro 2016, o mercado inglês lidera, seguido pela Alemanha, França e Espanha que juntos possuem uma quota de cerca de 59%. Com os maiores crescimentos percentuais face a 2015 destacam-se os EUA (+20,0%), França (+17,9%) e Holanda (+12,8%).

Em termos absolutos o maior crescimento registado foi por parte do Reino Unido com mais 731.183 dormidas, seguido da França com mais 553.018 dormidas e pela Alemanha com mais 398.346 dormidas.

O número de dormidas estrangeiras nos primeiros dez meses do ano foram superiores em 10,8% face ao mesmo período de 2015. Este acumulado de janeiro a outubro de 2016 já bateu por 0,7% o valor total alcançado no ano anterior em dormidas de origem estrangeira.

Em relação à distribuição dos fluxos por região, entre janeiro e outubro 2016, verificou-se aumento das dormidas em todas as regiões, sendo que, as que registaram maior crescimento foram Açores (+21,7%), Norte (+12,7%) e Alentejo (+11,2%).

As três principais regiões turísticas, Algarve (35,4%), Lisboa (23,8%) e Madeira (13,3%) continuaram a apresentar a maior quota de dormidas registando igualmente crescimentos significativos em 2016, respetivamente +8,6%, +6, 3% e +9,5%.

Os proveitos globais do setor acompanharam a tendência, com um crescimento de 16,7% face ao igual período de 2015, de 2.236,5 milhões de euros para 2.609,2 milhões de euros entre janeiro e outubro 2016. Quando comparado com o valor total apurado em 2015 os proveitos globais dos dez meses de 2016 superaram por 5,3% o total do ano anterior. O rácio entre os proveitos globais e as dormidas tem aumentado ao longo dos últimos anos, de 47,80€ em 2014, para 50,75€ em 2015 e 54,23€ no acumulado 2016 até outubro, o que denota uma maior propensão para gastar um valor mais elevado por dormida efetuada.

A evolução do valor dos proveitos de alojamento e globais refletiu-se no valor do RevPar que atingiu os 33 euros em 2014 e 37,6 euros em 2015, registando um aumento de 13,9%. Quando comparamos os valores acumulados de janeiro a outubro de 2015 (40,7 euros) com os de 2016 (45,7 euros) a variação positiva é de 12,4%.

A cidade de Lisboa afirma-se cada vez mais como um destino de referência no panorama europeu, facto que tem trazido benefícios a vários níveis. Segundo os dados mais recentes do Observatório de Turismo de Lisboa, a taxa de ocupação em Lisboa até Outubro fixou-se nos 89,88%, um aumento de 2,61 pontos percentuais quando comparando com o mesmo período de 2015. O preço médio por quarto disponível (RevPar) registado em Lisboa em 2015 neste período foi de 79,14€, já em 2016 registou-se um valor de 91€ um crescimento de 15%. A categoria de 5 estrelas foi a que mais contribuiu para este aumento, com um crescimento de 16,2% face a 2015, seguido da categoria 3 estrelas com 16% e também existindo um crescimento nas unidades 4 estrelas na ordem dos 13,7%.

A afirmação da cidade de Lisboa como destino turístico de eleição tem originado o aparecimento de novas unidades hoteleiras na cidade. No final de 2016 podemos contabilizar na Capital 13 novas unidades hoteleiras, num total de 728 novos quartos.

Em 2015 o volume total de transações em hotelaria foi superior a 425 milhões de euros com 23 unidades hoteleiras transacionadas. Em 2016, segundo o departamento de Research da consultora imobiliária Worx, foram transacionadas 18 unidades hoteleiras com um total registado superior a 156 milhões de euros. Cerca de 38,9% das transações foram efetuadas na Área Metropolitana de Lisboa e 27,8% no Algarve, o Centro e a R.A. da Madeira representaram 11,1% das transações cada uma e a região Norte e R.A. dos Açores representaram 5,6% respetivamente.

A origem do capital investido em 2016 foi repartida em 58% de investimento internacional e 42% nacional. Para 2017 perspetiva-se a abertura de 50 novas unidades hoteleiras em todo o país, novamente na sua maioria unidades de 5 e 4 estrelas, 50% dos quais localizadas na região de Lisboa.

O departamento de Tourism, Hospitality & Leisure da Worx, conclui que “a boa performance do sector do turismo não é apenas sustentada pelo aumento da procura influenciada pela instabilidade dos países concorrentes mas também cada vez mais pelo desempenho positivo do sector que tem sido capaz de responder a esta procura de forma exemplar, levando mesmo ao reconhecimento internacional dado por inúmeras entidades nos últimos anos. Pode-se dizer que acima de tudo os números revelam um aumento significativo da capacidade de atração do país, da qualidade da oferta turística Portugal e da rentabilidade das operações.”

Fonte: Worx/CM




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