Aquicultura em Olhão produz mexilhão em larga escala!

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O desafio é convencer Portugal a comer mexilhão, um bivalve que não tem feito parte da tradição gastronómica nacional, por nunca ter sido muito apreciado, o que originou que aquele que por cá é consumido, seja na sua grande maioria, importado da Galiza.

Mas neste momento existe um projeto nacional que tem em vista contrariar essa situação, referimo-nos à Companhia de Pescarias do Algarve (CPA) em Olhão, que surgiu por iniciativa do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e que tem por objetivo o mercado interno, dispondo já de postos de extração com cerca de duas mil toneladas de mexilhões criados em mar aberto, de acordo com José Ribeiros, o diretor comercial da empresa.

Este projecto de aquicultura em Olhão, pretende colocar o mercado nacional a consumir o molusco, disse aquele responsável da CPA, para quem o mexilhão pode muito bem vir a ser o “marisco do povo”, já que o seu preço está muito abaixo dos restantes bivalves, acrescido de caraterística gostativa, que é sem dúvida apreciavel.

A CPA estima para já uma produção na ordem das duas mil toneladas de mexilhões, mas o objectivo é atingir em 2015, as cinco mil toneladas, enquanto a cultura de ostras deve alcançar as 100 ou 200 toneladas por ano, devendo chegar no curto prazo às mil toneladas.

Para José Ribeiros, o projeto CPA que representou um investimento na ordem dos 10 milhões de euros, estima que Olhão já produza atualmente, mais mexilhão do que amêijoa.

A empresa pretende no imediato avançar com a construção de uma nova fábrica, maior do que a actual no porto de Olhão e ter uma nova embarcação pronta ainda este ano, para dar resposta às necessidades impostas pela produção de bivalves.




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