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AM de Lagos reclama a conclusão das obras na EN 125!

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A Assembleia Municipal de Lagos aprovou, uma Moção em que exige a conclusão das obras de requalificação da EN 125, deliberação que vai fazer chegar à Assembleia da República, ao Governo e aos Órgãos das Freguesias do Concelho de Lagos.

A Moção da AML, recorda que a requalificação da principal via rodoviária que atravessa o Algarve, reporta a 2009, ano em que a empresa Estradas de Portugal adjudicou por concurso público, a subconcessão Algarve Litoral à empresa Rotas do Algarve Litoral, em regime de parceria público-privada.

O contrato da subconcessão Algarve Litoral incluía 273,5 km de vias rodoviárias, a construção de 29,5 km e a requalificação de 244 km, a exploração e conservação por um período de 30 anos da EN 125 entre Vila do Bispo e Vila Real de Santo António, um caderno de encargos que incluia as variantes de Lagos, S. Lourenço/Troto, Faro e Olhão e ainda as variantes à EN 2 entre S. Brás de Alportel e Faro, EN 395 entre Guia e Albufeira e a requalificação de 89 km de estradas de acesso/ligação à EN 125.

A introdução de portagens na Via do Infante em dezembro de 2011, teve como consequência a transferência de uma parte considerável do tráfego desta via para a EN 125, resultando num significativo aumento do número de acidentes e de vítimas mortais.

As decisões governamentais que se seguiram, com redução do investimento público e a suspenção durante vários anos, das obras de requalificação da EN 125, agravaram o trafego na principal via do Algarve, que entretanto se degradou perigosamente, para em 2015 terem havido alguns avanços, com o recomeço de obras caraterizadas por uma lentidão exasperante, para os automobilistas e para a economia regional.

Até 21 de dezembro de 2015, de acordo com dados estatísticos provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, já se tinham registado no Algarve 9 276 acidentes rodoviários, com 166 feridos graves e 35 vítimas mortais.

Nesse sentido, a Assembleia Municipal de Lagos, reunida a 29 de fevereiro de 2016, deliberou reclamar do Governo a conclusão de todas as obras inicialmente previstas para a EN 125, incluindo as variantes e as estradas de acesso/ligação, exigir a inclusão da construção da variante do Odiáxere da EN125, há décadas reclamada pelas autarquias locais e pelas populações e inicialmente prevista na subconcessão.




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