O ALGARVE TEM CAPACIDADE PARA SE RENOVAR!

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“O Algarve tem capacidade para se renovar”, uma espécie de toque a rebate, de alguns dos responsáveis governamentais, autárquicos e do Turismo Algarvio, presentes na passada quarta feira, no debate DN Mar, que se realizou em Lagos, por iniciativa do Diário de Notícias.

Em discussão estava o sector do turismo, com 14% das exportações nacionais, equivalente a 10% do produto interno bruto (PIB) e a 8% do mercado de trabalho em Portugal, sendo a região do Algarve, aquela que tem só por si, um peso de 40% do turismo nacional.

Com um painel composto pelo Secretário de Estado do Turismo, presidente da Câmara de Lagos, presidente do Turismo do Algarve, presidente da NERA e diretora regional da Cultura, todos foram unânimes, que o Algarve tem todas as condições para ultrapassar o pesadelo da sazonalidade, uma vez que tem oferta quantitativa e de muita qualidade, para atraír o triplo dos turistas que atualmente nos visitam.

Na sua intervenção, Júlio Barroso, Presidente da Câmara de Lagos, foi categórico ao afirmar que “Lagos tem infraestruturas para 200 mil pessoas, mas apenas conta com 30 mil e em todo o Algarve temos oferta para dois milhões de visitantes, mas recebemos 400 ou 500 mil, nos dois meses de época alta”. Para o autarca de Lagos o crescente acentuar da sazonalidade, já ganha contornos trágicos para a região.

Para a diretora regional de Cultura do Algarve, “Temos excelentes produtos culturais, mas depois não os conseguimos transformar em produtos turísticos. Ou seja, temos tido vergonha de transformar e de afirmar a região nessa sua vertente cultural”  e embora saiba que a cultura “é um grão de areia” em termos de números para o turismo, salientou o papel que a cultura pode ter no combate à sazonalidade.

Já o Secretário de estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes admitiu que “A sazonalidade não é problema, é circunstância. Há que criar produto, não podemos construir uma realidade fictícia… a importação de modelos (que não respeitem a tradição da região) não é boa ideia”.

“O Algarve tem uma capacidade fantástica de se renovar. É um destino de referência, a melhor marca que Portugal tem”, assegurou Desidério Silva, a quem efetivamente não falta confiança, na volta que o Algarve tem de dar, só faltando saber se quem decide neste país, tem capacidade para perceber, que o Algarve só tem um caminho.

Carlos Moreira
Editor




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