Algarve alvo de contrafação do nome e imagem!

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O Algarve está a ser alvo de um ataque sem paralelo ao seu nome e à sua imagem, utilizados para enganar deliberadamente, neste caso o mercado inglês dos incautos, com intenção objetiva de os burlar.

Esta semana fomos surpreendidos com a notícia de que um dos maiores operadores turísticos europeus, estaria a vender pacotes de viagens para o Algarve, mas que na verdade, os seus clientes acabavam todos à beira de uma piscina, a trincar calamares e empanadillas, ali para os lados de Punta Humbria, no sul de espanha.

Na mesma notícia do jornal inglês que denuncia a vigarice, refere-se que já é vulgar, ver anúncios de outras agências inglesas, com ofertas de pacotes de férias para empreendimentos situados num tal “algarve español”.

Ainda esta semana, ficamos todos a saber que um site espanhol de imobiliário dirigido ao mercado Britânico, está a propor apartamentos para venda a preços de uva “mija”, no tal “algarve español”, que segundo o mesmo, fica situado na Costa da Luz, que é como quem diz, Andaluzia,

Juridicamente não sabemos como é que se pode travar este ato de contrafação, pelo uso e abuso na utilização comercial da marca Algarve, por entidades que já perderam o norte, do primeiro fator de sucesso empresarial que é a honestidade, vendendo gato por lebre, ao associar enganosamente o nome de uma região de prestígio, à qual não pertencem, a produtos que supostamente, não terão qualquer valor ou qualidade suficiente, para se venderem por si próprios, ou pela região onde se situam.

Estamos perante uma situação em que as entidades nacionais e regionais, responsáveis pela economia e turismo de Portugal, não podem deixar ficar em branco, para continuar a assistir ao agravar desta vigarice de género, correndo o risco de se vulgarizar de tal modo, que qualquer dia, é o próprio Algarve, o original, a ser seriamente afetado, com todas as consequências que se podem imaginar.

Promover um turismo de qualidade é antes de mais saber defender o bom nome de um produto ou região, é batalhar por ser único, diferenciador, por isso imaginamos que neste momento, os departamentos jurídicos das entidades responsáveis nacionais e da região, já estarão a munir-se dos meios e argumentos, para travar esta burla, que pelo que sabemos, está a ganhar dimensão, com contornos inaceitáveis, contra os quais se exige um fim e uma reparação imediata.

Carlos Santomor




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