A Água da Quinta do Lago tem qualidade certificada

A água da Quinta do Lago é a única no país com qualidade certificada, desde a origem até à torneira dos consumidores, por isso a Infraquinta decidiu dar-lhe identidade própria.

Desde sexta-feira, a água mais segura do país passou a chamar-se “ÁguaIQ”, a única que junta à certificação do produtor, detida neste caso pela Águas do Algarve, à agora conquistada certificação da distribuição até ao consumidor final, atribuída esta sexta-feira à Infraquinta.

Esta conquista representa “um degrau acima da excelência”, fez notar o diretor de qualidade da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) Luís Simas, durante a cerimónia que instituiu a Infraquinta do estatuto de primeira entidade de distribuição de água em baixa (isto é, que leva a água até à torneira do consumidor final) a concluir com sucesso o criterioso processo de certificação do Produto Água para Consumo Humano.

A realização de um número de análises 10 vezes superior ao que estabelece a legislação e o despiste periódico de mais de 4 mil parâmetros por ano, incluindo muitos que não têm carácter obrigatório como é o caso da Legionella, Salmonella e Giardia, são exemplos de procedimentos previstos no plano de segurança adotado pela empresa em 2014, ao qual o presidente do conselho de administração da Infraquinta atribui “o primeiro passo para chegar aqui”.

“Para terem uma ideia, enquanto o plano de controlo da qualidade da água obrigatório por lei exige à Infraquinta 24 análises por ano, o plano de segurança exige 286 análises e, ainda assim, a Infraquinta planeia efectuar em 2017, 310 análises”, demonstrou Miguel Piedade.

Este rigor, associado aos avançados sistemas de monitorização inteligentes e a um código de procedimentos que procura minimizar todos os riscos de degradação de qualidade, como seja a desinfecção de ferramentas antes e depois da sua utilização, faz da água que abastece os cerca de 2 mil domicílios da Quinta do Lago a mais segura de todo o país.

Uma “boa experiência” que o presidente da Câmara Municipal de Loulé quer agora replicar em todo o concelho. “Primeiro, nas outras empresas municipais que servem as zonas turísticas do litoral e depois estender a todo o concelho”, manifestou Vitor Aleixo.

Também presente na cerimónia, o secretário de Estado do Ambiente lembrou que “há 40 anos, metade da população portuguesa não tinha serviço nas suas torneiras e das que tinham uma boa parte tinha uma qualidade discutível. Hoje, 95% das pessoas têm água da rede pública nas suas casas e 99% dessa água tem a garantia de que podemos beber”, disse Carlos Martins para descrever o que considera ter sido um “percurso de sucesso”, que hoje coloca o sector da água em Portugal em oitavo entre 258 países no ranking de desempenho.

O membro do Governo assumiu, por isso, “felicidade” por assistir a este caso de sucesso no Algarve, destacando a sinergia gerada pelo facto da Águas do Algarve ter sido a primeira entidade produtora de água a alcançar a certificação. “Também a primeira entidade de distribuição em baixa a ser certificada é do Algarve e só posso agora desejar que esta sinergia se multiplique rapidamente a outros territórios servidos pela Águas do Algarve e que sirvam de exemplo para se estender em mancha de óleo por esse país”.

A entrega da certificação contou com a participação de todos os funcionários e colaboradores da Infraquinta, a quem o presidente do conselho de administração da empresa municipal fez questão de endereçar o prémio, “como símbolo do trabalho realizado que envolve os esforços de todos”
Infraquinta é campeã nacional da luta contra o desperdício

O presidente do conselho de administração da Infraquinta aproveitou a oportunidade para anunciar que a rede de abastecimento da Quinta do Lago, com cerca de 70 quilómetros de condutas, reforçou o estatuto de campeã nacional da luta contra o desperdício de água. “Quando pensávamos que seria muito difícil melhorar o índice de desperdício que em 2015 se situava em 6,3%, verificamos que em 2016, através de todo o trabalho de monitorização e tecnologia de gestão inteligente, conseguimos fazer descer este valor para 4,6%”, revelou Miguel Piedade.

Num ano em que a seca se faz sentir em boa parte do país, os números record trouxeram satisfação ao governante, que fez notar que, “em Portugal, ainda se perde mais de 30% da água disponibilizada nas redes e até há sistemas que perdem cerca de 70% do que introduzem na rede”.




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