14ª Edição do Festival Internacional dos Nómadas no Sahara

14ª Edição do Festival Internacional dos Nómadas no Sahara

M’hamid El Ghizlane, o ultimo oásis antes do Sahara, a 90 quilómetros de Zagora no Vale do Draa, vai ser de 16 a 18 de março, o palco da 14ª edição do Festival Internacional dos Nómadas.

Organizado pela Associação “Nómadas do Mundo” desde 2004, esta manifestação cultural gratuita procura divulgar o património material e imaterial das tribos nómades, preservar sua identidade cultural mantendo vivas suas tradições seculares e cultura ancestral.

Ao logo de três dias, o Festival junta música, dança, artesanato, gastronomia debates, ateliers, desportos tradicionais entre muitas outras atividades.

A programação musical deste ano prevê cerca de 15 concertos. Alguns dos convidados estrangeiros esperados são: o mítico guitarrista tuaregue Bombino, o grupo maliense Terakaft, um trio de grupos polacos: Dikanda, o grupo tradicional Dudy Skrzypce e ainda a dançarina de Flamenco Magda Navarrete.

Marrocos será representado pelo grupo legendário grupo Nass El Ghiwane, a estrela Gnawas Mehdi Nassouli, a diva saharaoui Saïda Charaf, e ainda Mouloud Jaaba, Mohamed Jbara, e as danças tradicionais de Ahwach Ouarzazate. Sem esquecer, os grupos dos jovens músicos da aldeia, incarnados pelo grupo Ajial M’hamid e Groupe Charq.

Se as noites são consagradas à magia dos sons dos nómadas do século XXI com concertos ao ar livre, os dias começam com atividades tradicionais dos nómadas sarianos: hockey na areia conhecida localmente sob o nome mok’hach, os corrida de dromedários (ellaz), um concurso de preparação do pão de areia (a mella), bem como uma demonstração de instalação de tendas nomades.

A esta programação unem-se debates e ateliers durante o Forum dos Nomadas. Os temas centram-se sobre o património e a história desta região Drâa-Tafilalet. Esta antiga encruzilhada cultural, antigo ponto de encontro na rota comercial das caravanas, foi outrora uma etapa crucial do comércio trans-Saariano.

Hoje, M’hamid El Ghizlane protege um palmeiral que se estende ao longo de 16 quilómetros, contornando o rio Drâa. O objectivo é refletir nas soluções para o futuro do nomadismo num Sahara que viu a sua população de nómadas reduzir de 70% na última década.

Para quem puder prolongar a estada, o Turismo de Marrocos, sugeri a descoberta do souk de segunda-feira, ocasião ideal para comprar produtos da região.

Segundo Noureddine Bougrab, investigador e diretor do festival, este evento cria “uma dinâmica local, um verdadeiro vector de desenvolvimento” que implica sobretudo os jovens. Este professor de árabe clássico na escola de M’hamid insiste na implicação dos jovens na organização do evento, que em 2016 acolheu 15.000 pessoas e 250 intervenientes. “Esperamos o dobro este ano,” declara, apoiando-se sobre uma programação rica e variada.




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